quinta-feira, 29 de março de 2007

Mestre d'Obras

Olhei para ele num Centro Comercial e pensei: "Eras mesmo tu quem fazia falta nos dias de Inverno". Foi encanto à primeira vista. Trouxe-o de imediato debaixo do braço. Nestes momentos, não há lugar a hesitações. Telefonei a um amigo que me disse saber dar-lhe utilidade num abrir e fechar de olhos. Mas esta contabilidade de tempo deve ter qualquer coisa de muito subjectivo e os meses foram passando. Chegada a primavera, o tal amigo sentiu-se com energia para empreender a obra.

E os resultados estão à vista.




Deixo, portanto, uma homenagem ao único homem que foi capaz de vestir umas calças de ginasticar e fazer um trabalho macho ao mesmo tempo. (Não podia deixar de partilhar esta imagem. Perdoa, PP:))

Obrigada!

quarta-feira, 28 de março de 2007

Um pequeno passo para....



Há dias complicados, principalmente quando sentimos que todo o nosso esforço é recompensado com a falta de motivação das pessoas para simplesmente melhorarem as suas vidas. E no meio de tantas opcções às quais os comuns mortais teriam todas as dificuldades em aceder, optam por continuar a viver na dependência de um qualquer apoio estatal. Se a falta de modelos de referência positivos nas suas vidas e o facto de estarem inseridos em meios que padronizam estes comportamentos podem ajudar a compreendermos tudo isto,não deixa de ser triste que estas PESSOAS limitem vivências e experiências a uma realidade com uma conotação negativa tão pesada.
Mas apesar do desânimo momentâneo e muitos vezes recorrente, não desisto nem vou desistir de dar o meu pequeno contributo para que se vejam alternativas que culminem em histórias com um final diferente e quiçá um pouco mais feliz.

segunda-feira, 26 de março de 2007

Educar

Não vou dissertar sobre as várias teorias educacionais que tentam traduzir para o papel uma prática que raramente se segue por protocolos.
Educar é Ser, Estar, Integrar, Participar, Amar. E todos estes verbos são de difícil conjugação quando, não raras vezes, nos deparamos com dificuldades que nos impedem de avançar e nos questionam o querer.
Este fim-de-semana, em conversa sobre algumas desventuras que tenho experimentado nos últimos tempos, disseram-me: "Já reparaste na frieza e distanciamento do teu discurso?". Fiquei aterrorizada. Sempre defendi que nesta área não se pode estar a meio gás. Ou tudo, ou nada. Os nossos educandos merecem honestidade. E o meu pensamento oscilou entre a vontade de enfrentar todas as adversidades de punhos cerrados e a facilidade de baixar os braços e descansar.
Mas esta noite fui surpreendida com um inesperado "Não fiques triste, gosto muito ti".
E agora acredito outra vez.
Obrigada, Su.

Um sentido para....



Gosto de ouvir falar sobre o sentido que damos ao que fazemos.Duas constantes uma expectativa e uma desilusão. Porque será que temos a tendência para catalogar tudo o que fazemos?E raras as vezes encontramos no catálogo uma conotação positiva. A vida deve ter sempre vários olhares mas acredito que o adjectivo que escolhemos para vive-la ajuda-nos a transformar a nossa realidade numa vida mais ou menos feliz

Intimidade

Hoje sonhei contigo.É complicado saber que estás longe, que não posso encontrar em ti a intimidade vivenciado por nós.Sinto-me sufocada e sem saber muito bem como agir e gerir a situação. Mas acredito que tudo se resolve. Tudo se resolverá. Basta fechar uma porta e abrir uma nova janela. A questão é como controlar o que sinto de modo a trancar a fechadura?

Assinar a pele

Há dia, sabes, em que gostava de ser como o gato e que me tocasses sem desejar encontrar quaisquer sentimentos a não ser o que se exprime num espreguiçar muito lento - um vago agradecimento? - e que depois me deixasses deitado no sofá sem que nada pudesses levar da minha alma, pois nem saberias o que dela roubar.

Pedro Paixão, Assinar a pele

A pequena princesa...

... já é uma mulher!
Conhecemo-nos há alguns anos e a empatia foi quase imediata. Aos poucos, tornou-se minha irmã de sangue. Muitas foram os nasceres de sol que assistimos juntas num qualquer parque de estacionamento. Eu sabia que ela estaria sempre lá.
Quando deixámos de trabalhar juntas, o contacto deixou de ser tão frequente. Mas a intimidade de quem conhecia os segredos que os sorrisos escondiam mantinha-se.
Hoje, é uma mulher admirável. Uma guerreira. Encontra sempre algo de positivo no caos. É a âncora de todos quantos partilham a vida com ela.
E agora, depois de uma grande adversidade, ela encontra sempre um sorriso para oferecer e palavras de consolo quando é ela quem precisa de colo.
Obrigada por me deixares fazer parte da tua vida, A.
Força!

sábado, 24 de março de 2007

Saber ver


"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara." ...

in Ensaio sobre a Cegueira, 2ª ed., Lisboa, Editorial Caminho, 1995

Precisa-se


De uma poção para curar todos os males.Alguém se oferece para o teste?

Ufa!


Heaven, i’m in heaven


And my heart beats so that I can hardly speak

quinta-feira, 22 de março de 2007

A minha primeira vez...


Para reflexão

- Estou? Falo de uma empresa de estudos de mercado. Poderia participar num inquérito que estamos a realizar sobre centros comerciais?

- Perfeitamente. Terá é de me garantir que o questionário é breve.

- Ah, sim, é breve, mas vai demorar um certo tempo.

terça-feira, 20 de março de 2007

E porque hoje é 3a Feira

-Eu sei porque é que este sítio se chama Feira da Ladra.
-Porquê? - Perguntei eu distraidamente
-Porque todos os dias vêm para aqui passear cães a ladrar.

Está bem.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Energias renováveis

Hoje sinto-me acordada. Os raios de sol despertaram-me mais celeremente do que o toque roufenho e impertinente do meu telemóvel - malvado aparelho!-.
Vou trabalhar. E com motivação.
Desconfio de que sou movida a energia solar!

Era uma vez...

Todas as Histórias de encantar começam assim. E incluem meninos e meninas que passam por adversidades, vêm os seus caminhos separados e unem-se no final para um harmonioso "And they were happy ever after".

É bom sonhar.

domingo, 11 de março de 2007

Primavera e seus desígnios


Certo dia levantamo-nos da cama e vemos o sol brilhar lá fora. É então que o coração se enche e a vida começa. Com as flores o processo deve ser semelhante.
Os pequenos contratempos que outrora nos mastigavam o estômago, são agora vistos como portas abertas para a mudança. A brisa beija-nos a cara e sentimos que tudo é perfeito. A cabeça enche-se de projectos e o coração de palpitações fantasistas.

Eis que me ocorre o bom que seria festejar o fim-de-ano neste momento para que a taxa de cumprimento de resoluções de vida nova fosse superior a 10%.

Acham que podíamos avançar uma proposta nesse sentido?

sábado, 10 de março de 2007

Exegese

"Sustentava contra ele Vénus bela,
Afeiçoada à gente Lusitana,
Por quantas qualidades via nela
Da antiga, tão amada sua, Romana;
(...)"
Os Lusíadas, Canto I-32.

Não gosto de trabalhos de secretária, da previsibilidade inerente a burocracias e a actividades de gestão. Talvez por isso me apaixone o trabalho com os miúdos. Da reunião da sinceridade mais cruel, da espontaneidade mais gratificante e da irresponsabilidade mais extrema resulta o público com o qual interajo diariamente. Queixo-me, não raro, do quão desgastante é estar em confronto permanente com o improviso, mas gosto francamente disso.

Há algumas horas que analiso com o F. algumas passagens d' Os Lusíadas. A rejeição ao poema foi imediata e mimeticamente reforçada por inúmeros balanços reprovadores da cabeça. As expirações ruidosas fizeram também parte da ponderada reacção crítica ao texto.

Os deuses reunidos para decidir o futuro dos portugueses no Oriente? Estão a gozar com quem? O que é isto? Camões, não consegues enganar os miúdos do século XXI.

Desisti de tentar desenhar pontos de adesão empírica ao texto, quando, aproveitando a relação que estabeleci com os poemas homéricos, o F. introduziu Brad Pitt e Orlando Bloom como personagens do texto.

Recorramos ao imperativo do dever: tens teste para a semana! O trabalho prosseguiu. Destaquemos pois as posições adoptadas por cada um dos deuses no consílio no Olimpo. Por que motivo queria Vénus que os portugueses fossem bem sucedidos na sua viagem?

-Não sei.
-Sem olhar para o texto, não sabes mesmo. Lê os versos iniciais da estrofe 32.

Subitamente, endireitou-se na cadeira. O sorriso jocoso fechou-se num ar gravoso. Com grande indignação, o F. diz:

- Olha, então agora esta gostava de mulheres?! Por isso é que Marte não conseguiu nada com ela.

Eis a análise literária!

Um génio Português




Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlaçemos as mãos).
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para o pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente.
E sem desassossegos grandes.

A Vida de Pi



Vencedor do Booker Prize 2002, "A Vida de Pi", do escritor canadiano (nascido em Espanha) Yann Martel, é um romance sobre a passagem à idade adulta. O jovem Pi, depois de um naufrágio, em que perde a sua família, passa vários meses num salva-vidas à deriva no Pacífico, com alguns animais por companhia aprendendo as regras da sobrevivência. Mais tarde, já adulto, conta a sua 'odisseia' ao autor, que a regista e a dá a conhecer.Um livro mágico, onde realismo e irrealismo se misturam, divertido, por vezes hilariante, raiando o absurdo outras, uma história (muito bem contada, como deve ser apanágio do romance) de aprendizagem da vida.
Críticas de imprensa"Martel recria [neste livro] os grandes temas romanescos: um herói à procura de aventuras maravilhosas, a liberdade para as viver, a fuga permanente para a frente, seguindo os desígnios do destino e da própria fantasia - depois, há que pagar o preço pela exaltação dos delírios. (...)"Podemos ler esta história como uma alegoria da vida, dos 'trabalhos' e provações pelas quais, de uma maneira ou de outra, todos passamos. Será que alguém está absolutamente protegido contra o medo, o desgosto, a sensação de ter perdido tudo? Para Pi, é indispensável vencer o medo, ultrapassar as provações e manter intacta a humanidade. É bom que seja a literatura a ensinar isso.
" Helena Vasconcelos, Público, Mil Folhas, 28/6/03

India


Está quase..............

Arte


Nina Simone


Sem dúvida a melhor cantora de sempre. Uma voz rouca, até um pouco masculina mas sempre inconfundível.

Ouçam em especial Every Time We Say Goodbye, umas das minhas favoritas.