sábado, 26 de abril de 2008
Um turbilhão de emoções
Confesso que sou um pouco melodramática. Isto é tudo o que sinto é percepcionado de uma forma exacerbada. Há dias assim. Sinto que a minha vida não tem qualquer sentido ou direcção e o motivo sou simplesmente eu. Eu no turbilhão constante de emoções, de pensamentos que não me permitem amar e ser amada. E tudo o que queria era simplesmente isso.Talvez não o mereça........Passo a vida a questionar-me e perco pouco tempo a usufruir a mesma de forma simples.O que eu não dava para conseguir apenas saborear a vida sem interrogações.E até faço um esforço nesse sentido, compro umas tantas revistas cor-de-rosa e lá tento tirar o "peso" das questões das minhas "costas". Enfim sinto-me perdida.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
domingo, 9 de março de 2008
terça-feira, 4 de março de 2008
Futuro
“É tão bom sentir o que sinto. Que alguém, e és tu, me quer com o maior cuidado para não se enganar, iludir, mentir a si próprio que não me está a confundir, sem querer, com o que desejava ver, sempre esperou alcançar, sonhou quando era criança num sonho que ficou, quer mostrar aos outros, ao pai em especial, a quem quer que seja, pouco importa. Não, do que tu gostas mais em mim é dos meus pecados, dos meus defeitos físicos, de tudo o que não consigo ser, onde falhei, onde não pára nunca de doer, é isso o que tu queres ver, o que queres ter perto de ti, queres aceitar e cuidar, só isso, e o resto, só se vier com isso, porque é isso que tu amas em mim. Será isso? Será assim? Será possível pela primeira vez? Pode ser, talvez seja disso feito o nosso amor. Pelo menos grande parte, meu querido.”
Pedro Paixão
Pedro Paixão
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Inépcia
Há já uns tempos que não visitava este cantinho. Hoje passei por lá e o meu dia ganhou novo fôlego.
http://www.inepcia.com/
De rir e chorar por mais.
http://www.inepcia.com/
De rir e chorar por mais.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Every time we say goodbye
"Ev'ry time we say goodbye
I die a little,
ev'ry time we say goodbye
I wonder why a little,
why the gods above me
who must be in the know
think so little of me
they allow you to go."
(Cole Porter)
I die a little,
ev'ry time we say goodbye
I wonder why a little,
why the gods above me
who must be in the know
think so little of me
they allow you to go."
(Cole Porter)
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Exit
Um dia acordei e decidi tratar-me melhor. Conversa de gaja aqui, conselho de gaja ali e voo para a perfumaria mais próxima com intenção de adquirir os milagrosos produtos que tratam e mimam o nosso rosto.
Eis então que chego a casa com uma vasta gama de frascos e caixinhas cheias de coisas que cheiram bem e prometem melhor. O ritual tem as suas especificidades: os produtos devem ser alinhados por ordem de utilização e explorados ao deitar e ao acordar. Eu, com o entusiasmo próprio de iniciante, cumpro à risca todas as instruções.
Mas sempre que me olho ao espelho, lá aparecem os Humanos em background a sussurrar-me ao ouvido:
“Creme de noite, creme de dia
Um que endurece,
outro que amacia
Tratas muito da fachada
Por dentro não tratas nada
Não me consumas
Não me consumas
Não me consumas”
Oh malta, não se importam de deixar de boicotar os meus projectos de beleza? Já não posso ter privacidade dentro da minha cabeça?
É favor arrepiar caminho e fazerem-se à estrada.
Eis então que chego a casa com uma vasta gama de frascos e caixinhas cheias de coisas que cheiram bem e prometem melhor. O ritual tem as suas especificidades: os produtos devem ser alinhados por ordem de utilização e explorados ao deitar e ao acordar. Eu, com o entusiasmo próprio de iniciante, cumpro à risca todas as instruções.
Mas sempre que me olho ao espelho, lá aparecem os Humanos em background a sussurrar-me ao ouvido:
“Creme de noite, creme de dia
Um que endurece,
outro que amacia
Tratas muito da fachada
Por dentro não tratas nada
Não me consumas
Não me consumas
Não me consumas”
Oh malta, não se importam de deixar de boicotar os meus projectos de beleza? Já não posso ter privacidade dentro da minha cabeça?
É favor arrepiar caminho e fazerem-se à estrada.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Silêncio
Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.
Fernando Pessoa
É só disto que eu preciso hoje.
Do silêncio terno e seguro dos teus braços.
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.
Fernando Pessoa
É só disto que eu preciso hoje.
Do silêncio terno e seguro dos teus braços.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Mulheres à porta fechada
Posso chamar-lhe ritual, creio.
Em todos os encontros de família alargada, o quarto mais confortável será sempre palco de encontro feminino. Depois das obrigações que lhes costumam estar incumbidas (digo "lhes" porque herdei lugar vitalício na mesa dos mais novos com respectivas atribuições domésticas) o encontro num espaço onde são partilhadas as histórias mais incríveis, os segredos velados, os ensinamentos básicos de vidas com experiências tão vastas e tão diferentes.
Enquanto oradora ou - na maior parte dos casos - atenta ouvinte, sempre apreciei estes momentos. É a pertença à tribo. É o conforto da união.
Neste Domingo, com uma população bastante mais reduzida do que é habitual, o rito lá se cumpriu. Foi quando ouvi a afirmação mais genuinamente deliciosa dos últimos tempos.
M. - Oh P, tens que cuidar de ti. Estás a engordar imenso.
P. - Toda a gente me diz isso. Mas eu olho-me ao espelho e acho-me gira, o que é que eu vou fazer? Comer, naturalmente!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
To be or not
Resolução de novo ano: Assumir-me como sou, com todas as qualidades e defeitos, perante os outros. Confesso que sou daquelas pessoas que tenho uma necessidade enorme de sentir a aprovação externa de tudo aquilo que faço.Errado ou não(a questão é discutível)a verdade é que esta necessidade traz-me uma angústia que me leva muitas vezes ao desespero. Por isso neste novo ano, resolvi sair deste armário e tentar encontrar a tal calma que caracteriza o equilibrio de quem se sente bem como é.
domingo, 13 de janeiro de 2008
Se
Se a minha vida não fosse uma confusão,
Se a instabilidade não fosse imperiosa,
Se a novidade não me atraísse tanto,
Se o passado não me traísse tanto,
Se eu vivesse mais devagar...
Estava contigo. Aqui. No quentinho de um Domingo de Inverno.
Se a instabilidade não fosse imperiosa,
Se a novidade não me atraísse tanto,
Se o passado não me traísse tanto,
Se eu vivesse mais devagar...
Estava contigo. Aqui. No quentinho de um Domingo de Inverno.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
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